O QUE FAZER COM A IMPERFEIÇÃO DO HOMEM?
O Supremo Tribunal Federal (STF) vai realizar nesta
terça-feira (11) uma audiência de conciliação para discutir a adoção de livros
de Monteiro Lobato pela rede pública de ensino. A acusação: Declara-se que
a obra de Monteiro Lobato tem “elementos racistas”.
As provas para tal acusação são trechos onde Monteiro
Lobato, autor da obra, “As caçadas de Pedrinho” descreve um dos episódio da
história da seguinte forma: “Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos
reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão.”
Depois de um longa “puxa
puxa” decidiu-se o seguinte: “O conselho decidiu então anular o veto e indicar
que as próximas edições do livro viessem acompanhadas de uma nota técnica que
instruísse o professor a contextualizar a obra ao momento histórico em que ela
foi escrita”.
O que faremos com as obras de arte que manifestam a grandeza
criacionista do homem, ao mesmo tempo em que expõe as suas imperfeições.
Imperfeições que são o resplendor de
seus conceitos e preconceitos.
Monteiro Lobato é apenas um exemplo. No momento em que
estava a trabalhar, escrevendo a suas obras, lhe seria impossível ele tê-la de
concebê-las ao sabor de intelectuais, juristas e representantes de entidades que
hoje se intitulam protetoras dos direitos humanos e de minorias, pessoas que
estavam a frente do seu tempo.
Sim, ele conseguiu agradar ou ser aprovado pelo seu tem, mas
por tempo que havia de vir seria de mais para um “pobre imortal”.
