terça-feira, 11 de setembro de 2012


O QUE FAZER COM A IMPERFEIÇÃO DO HOMEM?

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai realizar nesta terça-feira (11) uma audiência de conciliação para discutir a adoção de livros de Monteiro Lobato pela rede pública de ensino. A acusação: Declara-se que a obra de Monteiro Lobato tem “elementos racistas”.
As provas para tal acusação são trechos onde Monteiro Lobato, autor da obra, “As caçadas de Pedrinho” descreve um dos episódio da história da seguinte forma: “Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão.”
Depois de um longa  “puxa puxa” decidiu-se o seguinte: “O conselho decidiu então anular o veto e indicar que as próximas edições do livro viessem acompanhadas de uma nota técnica que instruísse o professor a contextualizar a obra ao momento histórico em que ela foi escrita”.
O que faremos com as obras de arte que manifestam a grandeza criacionista do homem, ao mesmo tempo em que expõe as suas imperfeições. Imperfeições que são o resplendor  de seus conceitos e preconceitos.
Monteiro Lobato é apenas um exemplo. No momento em que estava a trabalhar, escrevendo a suas obras, lhe seria impossível ele tê-la de concebê-las ao sabor de intelectuais, juristas e representantes de entidades que hoje se intitulam protetoras dos direitos humanos e de minorias, pessoas que estavam a frente do seu tempo.
Sim, ele conseguiu agradar ou ser aprovado pelo seu tem, mas por tempo que havia de vir seria de mais para um “pobre imortal”.